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Taió (1984)

taio 01SINOPSE

Inúmeros fatores contribuíram para que, a partir de 1912, os sertanejos da região limítrofe entre os estados de Santa Catarina e Paraná se levantassem com armas nas mãos. Ao mesmo tempo em que sofriam todo tipo de injustiças, encontravam consolo nas palavras do curandeiro José Maria, que andava pela região pregando um reino vindouro de paz e fartura. Assustado com um enorme ajuntamento de seguidores do monge em suas terras, um dos coronéis da região pede a intervenção da polícia local para que os adeptos fossem dispersos. Os discípulos resistiram, enfrentaram as forças e nessa batalha morreu José Maria que, segundo a crença popular, ficou “encantado”, no morro Taió, ao lado de Carlos Magno e São Sebastião.

Após a batalha os fiéis se dispersaram. Porém, perto do primeiro aniversário da morte de José Maria, uma menina de 13 anos, Teodora, tem uma visão do monge, onde ele pede que os seus adeptos se reúnam em seu nome e lutem pela própria felicidade. O movimento durou quatro anos (1912 / 1916), empolgando milhares de sertanejos.

Este foi o universo inspirador do dramaturgo Antônio Carlos de Mello, que gerou o texto “Taió” – que marca a estreia de Caio de Andrade na direção, no Rio de Janeiro - depois de algumas experiências em Lorena, sua cidade natal.




ELENCO

•  Grupo Taió (Antonio Carlos de Souza, Denise Kappel, Márcio Coelho, Raul Labanca, Sylvia Palma, Solange Fonseca, Daniel Stycer, José Braz Ventura, entre outros).



FICHA TÉCNICA

• Texto: Antônio Carlos de Mello
• Direção: Caio de Andrade
• Iluminação: Luiz Paulo Neném
• Cenário: Alexandre Murucci
• Figurino: Cláudio Carpenter e Regina Monteiro
• Direção Musical: Zé Brás Ventura e Márcio Coelho
• Fotografia: Tereza Volponi
• Coordenação do Projeto: Maria da Luz Alves e Silva
• Direção de Produção e Realização: Fundação Calouste Gulbenkian


TEATRO

• Teatro Calouste Gulbenkian


NOTAS SOBRE O ESPETÁCULO

Inaugurando o Teatro do Calouste Gulbenkian, a peça “Taió”, com o grupo do mesmo nome, fala da Guerra do Contestado, que irrompeu no Sul do Brasil, no início deste século. Sem compromisso didático, a peça mistura fantasia e realidade.
(Caderno Rio Show – Jornal o Globo)

O Grupo Taió, criado em 1983, pelo então aluno da Faculdade da Cidade (antigo CUP – Centro Unificado Profissional), Caio de Andrade, reúne uma equipe de artistas que, desde o mês passado ocupa o palco de um novo teatro na cidade: O Centro Educacional Calouste Gulbenkian, na Praça Onze, com a peça “”Taió”. O texto (...) conta a história da Guerra do Contestado, quando diversos camponeses do interior de Santa Catarina e Paraná se unem ao monge José Maria contra a exploração praticada por empresas estrangeiras. (...) Buscando defender o direito de não serem mais explorados, os camponeses transformam o movimento de resistência em luta armada.
(Tribuna da Cidade - RJ)



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